Investigação apura irregularidades em contrato de wi-fi paulistano
O Ministério Público do Estado de São Paulo e a Polícia Civil investigam possíveis irregularidades em um contrato entre a Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia e o Instituto Conhecer Brasil. O acordo visava a implantação e manutenção de 5 mil pontos de wi-fi público em comunidades da capital paulista por 12 meses.
Embora a meta fosse a instalação de todos os pontos até junho de 2025, apenas 3.200 foram entregues, sendo que o prazo original sofreu três alterações por meio de aditivos. As investigações apuram indícios de direcionamento no chamamento público, ausência de justificativa técnica e a apresentação de R$ 16,5 milhões em notas fiscais consideradas irregulares pela ONG, que é gerida pela empresária Karina Ferreira da Gama.
A Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia nega irregularidades estruturais e afirma que monitora a execução do serviço, ressaltando que, em 2024, houve a devolução de R$ 930 mil ao município devido a inconsistências na prestação de contas. Enquanto isso, a Polícia Civil investiga crimes de fraude à licitação e emprego irregular de verbas públicas.
