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Lideranças políticas selam acordo de jornada de trabalho

Lideranças políticas selam acordo de jornada de trabalho

Lideranças políticas selam acordo de jornada de trabalho

Um acordo costurado entre as lideranças da Câmara e o governo federal, anunciado nesta segunda-feira (25), estabeleceu uma regra de transição de um ano para a redução da jornada de trabalho, passando das atuais 44 horas para 40 horas semanais. O pacto também prevê o fim da escala de seis dias de trabalho por um de descanso (6×1).

Conforme o texto da Proposta de Emenda à Constituição (PEC), uma primeira redução de duas horas, de 44 para 42 horas semanais, ocorrerá em 60 dias após a promulgação da Emenda Constitucional. O mesmo prazo, de 60 dias, será aplicado para a transição da escala de 6×1 para 5×2, onde o trabalhador terá dois dias de folga a cada cinco trabalhados. A medida não prevê redução salarial.

A jornada definitiva para 40 horas semanais será implementada 12 meses após a publicação da proposta, que ainda necessita de aprovação na Câmara e no Senado. O anúncio foi feito pelo presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), acompanhado dos ministros do Trabalho, Luiz Marinho, e das Relações Institucionais, Guimarães Rosa.

O relator da PEC, deputado Leo Prates (Republicanos-BA), deve apresentar o texto final no final da tarde desta segunda-feira, na sessão da Comissão Especial que analisa o tema. A votação está prevista para quarta-feira (27) na Comissão e para quinta-feira (28) no Plenário da Casa.

Além das mudanças na jornada de trabalho, o presidente da Câmara, Hugo Motta, antecipou uma proposta para que os microempreendedores individuais (MEIs) sejam autorizados a contratar mais empregados e a aumentar o valor do faturamento. Atualmente, os MEIs podem contratar apenas um trabalhador e devem ter um faturamento bruto de até R$ 81 mil por ano para se enquadrar nessa categoria.

A alteração para os MEIs e outras possíveis excepcionalizações para categorias específicas serão discutidas após a aprovação da PEC, por meio de um projeto de lei com urgência constitucional a ser enviado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Hugo Motta explicou: “Posteriormente à promulgação da PEC, possamos tratar das excepcionalizações que possam ser feitas de acordo com o projeto de lei, com a particularidade de cada setor, porque nós não queremos que essa medida venha, de certa forma, a trazer nenhuma dificuldade naquilo que é uma questão operacional para serviços que têm cada um a sua especificidade.”

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