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Governo lança 5º Eco Invest buscando R$ 50 bilhões

Governo lança 5º Eco Invest buscando R$ 50 bilhões

Governo lança 5º Eco Invest buscando R$ 50 bilhões

Os ministérios da Fazenda e do Meio Ambiente e Mudança do Clima lançaram o 5º Leilão do Eco Invest Brasil, um programa que utiliza capital público do Fundo Clima para alavancar investimentos privados. O objetivo é fortalecer a inovação tecnológica e aumentar a competitividade no país, com a expectativa de levantar R$ 50 bilhões nesta etapa.

Para o leilão, foram criados mecanismos que visam aproximar empresas, universidades, centros de pesquisa, startups e investidores. O programa também prevê a criação de seis Fundos de Inovação Eco Invest, oferecendo linhas de crédito corporativo e recursos não reembolsáveis para pesquisa aplicada e empreendedorismo de base tecnológica.

Rogério Ceron, Secretário Executivo do Ministério da Fazenda, estimou que este leilão pode ser o maior do Eco Invest, com um potencial de mobilização significativo. “Nós temos seis fundos, com R$ 1,5 bilhão de capital catalítico para alavancagem de até duas vezes. Então, cada fundo pode ter R$ 4,5 bilhões, logo teremos até R$ 27 bilhões só com os fundos de inovação”, detalhou. Ele acrescentou que as vencedoras poderão acessar até R$ 1 bilhão em capital catalítico para crédito corporativo, projetando mais R$ 18 bilhões com uma alavancagem mínima de três vezes.

Os seis fundos serão direcionados a cadeias estratégicas para a nova economia global, como fertilizantes verdes, combustíveis verdes avançados, automação e inteligência artificial aplicada à indústria, beneficiamento de minerais críticos, sistemas de baterias e veículos elétricos, química verde, biomateriais e circularidade de resíduos minerais e industriais. O combustível sustentável para a aviação (SAF) é um dos exemplos citados por Ceron de cadeias a serem estimuladas.

Para Dario Durigan, Ministro da Fazenda, o quinto leilão do Eco Invest pode aumentar a resiliência do país, especialmente em um contexto de pressão global por combustíveis devido à Guerra do Irã, ressaltando que o Brasil é um dos menos afetados. O ministro enfatizou que a manutenção de investimentos de grandes empresas como a Petrobras e a captação de novos aportes em SAF, biometano e fertilizantes permitirão ao Brasil liderar no cenário geopolítico.

O Eco Invest Brasil foi concebido para atrair investimentos privados estrangeiros para a transformação ecológica do país, integrando o Plano de Transformação Ecológica do Brasil. O programa combina instrumentos financeiros inovadores, redução de riscos e atração de investimentos de longo prazo para impulsionar a transição ecológica brasileira. Com os quatro leilões anteriores, o Eco Invest já mobilizou mais de R$ 140 bilhões e credenciou 13 instituições financeiras. Com os investimentos previstos para o quinto leilão, o total pode se aproximar de R$ 200 bilhões. Durigan destacou que esse volume representa aproximadamente 2% do Produto Interno Bruto (PIB), o que “muda a realidade do país”.

João Paulo Capobianco, Ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, classificou o Eco Invest como um programa “ganha-ganha”, gerando benefícios para a economia e o meio ambiente. Além da recuperação de áreas degradadas, ele ressaltou o estímulo à agregação de valor em minerais críticos e terras raras. “O país não será um exportador de minerais críticos, mas terá a capacidade de processar, industrializar e utilizar esse material crítico e, portanto, vender produtos com maior valor agregado”, afirmou o ministro, destacando a redução da pressão ambiental e sobre a produção.

Para esta quinta etapa, mais focada em inovação, o Tesouro Nacional aportará até R$ 2,5 bilhões, sendo R$ 1,5 bilhão para cada fundo de inovação (que poderá chegar a R$ 4,5 bilhões com alavancagem mínima de duas vezes) e até R$ 1 bilhão para a linha de crédito corporativo, exigindo o dobro de recursos privados em relação ao capital público. O programa também conta com o apoio técnico e financeiro do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

As linhas de crédito seguirão o modelo de leilões anteriores, com bancos concedendo financiamento direto a empresas prontas para escalar a produção. Como contrapartida, as empresas investidas deverão contratar projetos de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (P&D&I).

Os três primeiros leilões do Eco Invest, conforme o Ministério de Meio Ambiente, financiaram projetos de transição energética, recuperação de terras degradadas e bioeconomia.

O quarto leilão, direcionado à bioeconomia, turismo sustentável e infraestrutura na Amazônia Legal, recebeu propostas de oito instituições financeiras, com demanda superior a R$ 7 bilhões em recursos catalíticos e potencial para mobilizar mais de R$ 29 bilhões em investimentos.

Desse total, o ministério homologou R$ 3,1 bilhões em capital catalítico na linha principal, provenientes de lances do ABC Brasil, Banco do Brasil, Bradesco e BTG Pactual. Esse montante deverá viabilizar cerca de R$ 13,2 bilhões em investimentos totais, incluindo R$ 7,2 bilhões de captação internacional. O eixo de infraestrutura concentrou R$ 7,8 bilhões para a Amazônia Legal, a bioeconomia mobilizou R$ 4,4 bilhões e o turismo sustentável deverá receber R$ 900 milhões.

O Banco do Brasil informou ter liderado os recursos ofertados no quarto leilão, totalizando R$ 1,5 bilhão. Nesta etapa, o banco estruturou a captação com alavancagem de mais de quatro vezes, viabilizando R$ 6,4 bilhões em investimentos. José Ricardo Sasseron, vice-presidente de governo e sustentabilidade do Banco do Brasil, afirmou que o resultado reafirma a capacidade do banco de estruturar soluções financeiras robustas para apoiar a transição sustentável do país.

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