Governo brasileiro contesta investigações comerciais dos Estados Unidos
O governo brasileiro manifestou forte oposição à conclusão preliminar da investigação aberta pelos Estados Unidos sob a Seção 301 da legislação comercial norte-americana. Em nota, o Palácio do Planalto classificou a apuração como uma tentativa de ingerência em assuntos internos, negando justificativas para medidas unilaterais e atribuindo a origem do processo a articulações da família Bolsonaro.
Em reunião de emergência, o vice-presidente Geraldo Alckmin e representantes ministeriais enfatizaram que os dados do comércio bilateral não sustentam a investigação. Segundo o Executivo, os EUA acumularam um superávit de US$ 424,5 bilhões entre 2011 e 2025, sendo US$ 40,5 bilhões apenas no ano de 2025, reforçando a abertura do mercado brasileiro.
Entre os pontos contestados, o governo defendeu a neutralidade do sistema PIX e refutou alegações sobre acordos do Mercosul, corrupção, propriedade intelectual e biocombustíveis. Apesar do impasse, o governo mantém as negociações bilaterais em curso, conforme alinhado entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, e sinalizou a possibilidade de recorrer a mecanismos de reciprocidade econômica caso sanções sejam impostas após 15 de julho.
