Veteranos da Ferrari criticam design do primeiro elétrico da marca
A Ferrari Luce, o primeiro modelo 100% elétrico da icônica fabricante de Maranello, chegou e segue dividindo opiniões. O hipercarro de cinco lugares gerou grande controvérsia devido ao seu design, que tem recebido fortes críticas de figuras históricas e políticas ligadas à marca.
O carro foi apresentado oficialmente na segunda-feira (25). Enquanto o Papa Leão XIV demonstrou curiosidade ao ver o Luce de perto e receber um volante do modelo como doação, a rejeição visual uniu antigos aliados em críticas públicas severas.
Luca di Montezemolo, ex-presidente que comandou a reconstrução financeira da Ferrari entre 1991 e 2014, desabafou sobre o risco de descaracterização da marca. Ele lamentou o resultado e sugeriu ironicamente que o tradicional emblema do Cavallino Rampante fosse removido. Montezemolo acrescentou que o Luce é um carro que ‘os chineses certamente não vão copiar’.
O empresário Flavio Briatore, conhecido por suas críticas à montadora, seguiu a mesma linha ácida em suas redes sociais, endossando que o visual livra o modelo de qualquer tentativa de plágio no mercado asiático. O vice-primeiro-ministro da Itália, Matteo Salvini, também usou sua conta na rede social X para questionar o posicionamento do produto e criticou o preço proibitivo de 550 mil euros e a identidade visual que destoa com a história da empresa.
As críticas não pegaram a Ferrari de surpresa. O CEO Benedetto Vigna já esperava os comentários e declarou que não tinha medo da reação do público ou do fato de o carro ser elétrico.
