Copa do Mundo enfrenta baixa adesão de torcedores internacionais
O início da Copa do Mundo de 2026 nos Estados Unidos registra um cenário inesperado para o setor de turismo. Apesar da expectativa de movimentação recorde, o fluxo de visitantes estrangeiros permanece abaixo do esperado, frustrando hotéis que esperavam alta demanda e foram forçados a reduzir tarifas para atrair clientes.
Dados da Cirium indicam uma queda de 3,8% nas reservas aéreas da Europa para cidades-sede, com destaque para um recuo de 15,8% em Nova York. A Associação de Hotéis de Nova York revisou sua previsão de receita para baixo, esperando apenas meio milhão de visitantes em vez dos 1,2 milhão projetados pela Fifa. O New York Hilton Midtown, por exemplo, reduziu o valor da diária para 415 dólares.
O desinteresse é atribuído a uma combinação de fatores: vistos burocráticos, receio político, logística complexa entre 16 cidades-sede e preços recordes de ingressos, que em locais como Miami e Nova York superam a marca de 1 mil dólares. Enquanto o setor hoteleiro enfrenta dificuldades, plataformas de aluguel de temporada como o Airbnb apresentam desempenho positivo, tornando-se uma alternativa para torcedores que buscam reduzir custos.
