Brasil estreia na Copa contra Marrocos em jogo de peso
A Seleção Brasileira inicia sua jornada em busca do hexacampeonato da Copa do Mundo neste sábado, 13, às 19h (horário de Brasília). O primeiro confronto será contra Marrocos, no MetLife Stadium, em Nova Jersey, abrindo o Grupo C, que também inclui Escócia e Haiti e está concentrado nos Estados Unidos.
O Brasil ostenta uma longa invencibilidade em estreias de Copa do Mundo, com a última derrota datando de 1934 contra a Espanha. Desde então, a equipe acumulou 17 vitórias e três empates. No Mundial anterior, no Catar, o Brasil venceu a Sérvia por 2 a 0, com dois gols de Richarlison.
O adversário, Marrocos, figura como um dos mais desafiadores em uma estreia. Semifinalista na última Copa, a equipe africana ocupa a sétima posição no ranking da FIFA, apenas uma colocação atrás do Brasil. Em seu último encontro, em 25 de março de 2023, Marrocos venceu por 2 a 1, com gols de Sofiane Boufal e Abdelhamid Sabiri, enquanto Casemiro marcou para o Brasil.
O ciclo de preparação para esta Copa foi marcado por instabilidade técnica. Após o amistoso contra Marrocos, comandado por Ramon Menezes, a Seleção viu a nomeação de Fernando Diniz como interino, aguardando a chegada de Carlo Ancelotti em meados de 2024. Diniz, que foi campeão da Libertadores com o Fluminense, permaneceu por apenas seis jogos, sendo demitido após três derrotas consecutivas nas eliminatórias.
A CBF então buscou Dorival Júnior, campeão da Copa do Brasil com o São Paulo em 2023, com a ideia de ser o técnico definitivo para 2026. No entanto, o trabalho de Dorival também foi breve. Contratado em janeiro de 2024, foi demitido em março de 2025, após uma goleada sofrida para a Argentina nas eliminatórias.
Carlo Ancelotti, após uma temporada considerada ruim do Real Madrid, teve seu nome reforçado na CBF e foi confirmado como técnico do Brasil em 26 de maio de 2025, com contrato renovado até a Copa do Mundo de 2030. A gestão da CBF passou por turbulências, com mudanças de presidentes durante este período. A equipe se classificou para a Copa na quinta posição das eliminatórias sul-americanas, o pior desempenho histórico da seleção brasileira.
Da equipe que enfrentou Marrocos em 2023, sete jogadores foram convocados por Ancelotti: Weverton, Ederson, Ibañez, Bremer, Casemiro, Lucas Paquetá e Vinícius Júnior. Jogadores como Éder Militão e Rodrygo, que eram esperados para o Mundial mas se contundiram, também fizeram parte do grupo. Espera-se que Casemiro, Lucas Paquetá e Vinícius Júnior comecem entre os titulares.
A definição da dupla de zaga e das laterais são os principais pontos de interrogação na escalação. Ibañez surge como opção para a lateral direita, disputando posição com Danilo após o corte de Wesley. Na lateral esquerda, a disputa é entre Alex Sandro e Douglas Santos. Ancelotti não tem dado pistas sobre suas escolhas nas atividades abertas à imprensa. Uma provável escalação inclui Alisson; Danilo (Ibañez), Marquinhos, Gabriel Magalhães e Alex Sandro (Douglas Santos); Casemiro, Bruno Guimarães e Lucas Paquetá; Raphinha, Matheus Cunha e Vinícius Júnior.
Do lado marroquino, seis jogadores que participaram da vitória de 2023 devem estar em campo: Bono, Achraf Hakimi, Noussair Mazraoui, Sofyan Amrabat, Azzedine Ounahi e Bilal El Khannouss. Originalmente seriam oito, mas Nayef Aguerd e Abde Ezzalzouli foram cortados por lesão.
O comando técnico de Marrocos também mudou. Walid Regragui, técnico da campanha semifinalista no Catar, deixou o cargo em março deste ano. Seu substituto, Mohamed Ouahbi, liderou Marrocos ao inédito título mundial sub-20 em 2025, superando a Argentina na final, demonstrando a força emergente do país. O ponta Gessime Yassine, do Strasbourg, esteve naquela campanha e está convocado.
A principal esperança marroquina é Brahim Díaz, atacante do Real Madrid. Nascido na Espanha e com passagens pelas seleções de base europeias, Díaz optou por defender Marrocos em 2024. Ele já marcou 14 gols em 26 jogos pela seleção africana. A provável escalação de Marrocos é: Bono; Hakimi, Chadi Riad, Issa Diop e Mazraoui; Ayyoub Bouaddi, Neil El Aynaoui e Ounahi; Brahim Díaz, Ismael Saibari e El Khannouss.
