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Mercado financeiro eleva Selic para 13,75% e inflação sobe para 5,3%

Mercado financeiro eleva Selic para 13,75% e inflação sobe para 5,3%

Mercado financeiro eleva Selic para 13,75% e inflação sobe para 5,3%

Pela segunda semana consecutiva, analistas do mercado financeiro aumentaram a projeção para a taxa básica de juros, a Selic, para 13,75% ao ano até o final de 2026. A previsão anterior era de 13,5% ao ano. Esta atualização ocorre às vésperas da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC).

As projeções indicam que a Selic deverá ser reduzida gradualmente nos anos seguintes, chegando a 12% ao ano em 2027 e a 10,25% ao ano em 2028. Para 2029, a expectativa é que a taxa principal de controle inflacionário do BC atinja 10% ao ano.

O Copom se reunirá nesta semana com a expectativa do mercado de que a Selic seja mantida em 14,5% ao ano. Na reunião de abril, o colegiado já havia reduzido a taxa em 0,25 ponto percentual, pela segunda vez seguida, apesar das tensões internacionais.

De junho de 2025 a março deste ano, a Selic permaneceu em 15% ao ano, o patamar mais alto em quase duas décadas. O corte anterior ocorreu em um cenário de queda da inflação, mas a guerra no Oriente Médio pressionou a economia, elevando os preços de combustíveis e alimentos e impactando a inflação.

A redução da Taxa Selic tende a baratear o crédito, incentivando a produção e o consumo, o que pode diminuir o controle inflacionário e estimular a atividade econômica. Por outro lado, o aumento da Selic visa conter a demanda aquecida, encarecendo o crédito e estimulando a poupança, o que pode dificultar a expansão econômica.

Paralelamente, a previsão para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial, foi elevada para 5,3% este ano, contra 5,11% anteriormente. Essa elevação, já pela décima quarta semana seguida, decorre das pressões econômicas geradas pela guerra no Oriente Médio, ultrapassando o teto da meta de inflação estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) em 4,5%.

A inflação de maio registrou 0,58%, impulsionada pelos alimentos, levando o IPCA acumulado em 12 meses a 4,72%, já fora do teto da meta. As projeções para 2027 indicam inflação de 4,1% (anteriormente 4,03%), com estimativas de 3,68% para 2028 e 3,5% para 2029.

Quanto ao crescimento econômico, a estimativa para o Produto Interno Bruto (PIB) deste ano subiu de 1,91% para 1,96%. As projeções para 2027 permanecem em 1,7%, e para 2028 e 2029, o mercado financeiro estima uma expansão de 2% ao ano.

A economia brasileira mostrou crescimento de 1,1% no primeiro trimestre de 2026 em comparação com o trimestre anterior, e de 2% nos últimos 12 meses. Em 2025, o país registrou expansão de 2,3%, com destaque para o agronegócio, marcando o quinto ano consecutivo de crescimento.

A previsão para a cotação do dólar ao final deste ano está em R$ 5,20, com expectativa de R$ 5,25 para o fim de 2027.

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