Tragédia em salto fatal na Ponte do Esqueleto
A morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante a prática de rope jump na Ponte do Esqueleto, em Limeira (SP), trouxe à tona um impasse sobre a segurança da estrutura. A jovem faleceu após ser lançada de uma altura de 40 metros sem estar presa a qualquer corda de segurança. A estrutura, situada na divisa entre Limeira e Cordeirópolis, é um antigo trecho desativado da Rede Ferroviária Federal (RFFSA) e tem sido utilizada irregularmente para esportes radicais.
A Secretaria de Patrimônio da União (SPU) afirmou que já havia solicitado à prefeitura de Limeira, ainda em 2024, o bloqueio do acesso ao local após um acidente fatal envolvendo uma ciclista. Embora o acesso tenha sido restringido temporariamente, pressões de empresários locais na Câmara de Vereadores de Limeira levaram à reabertura da área. Em resposta, a prefeitura de Limeira alegou omissão do governo federal e anunciou que irá processar a União, sustentando que os ofícios enviados cobrando medidas de segurança foram ignorados.
O caso resultou na prisão em flagrante de três homens por homicídio com dolo eventual. O advogado Arthur Rollo, ex-secretário nacional de Defesa do Consumidor, defende que a responsabilidade pela tragédia é solidária. Segundo ele, a União falhou na gestão da área federal, enquanto a prefeitura omitiu-se na fiscalização da empresa responsável pelo salto, que operava sem qualificação técnica ou alvará para a atividade.
