Brasil atinge recorde de menor taxa de analfabetismo
O Brasil registrou em 2025 o menor índice de analfabetismo desde o início da série histórica em 2016. Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua: Educação, divulgada pelo IBGE, o país conta com 8,4 milhões de pessoas analfabetas com 15 anos ou mais, o que corresponde a uma taxa de 4,9%. Esse resultado representa uma queda de 0,4 ponto percentual em relação a 2024 e uma redução total de 1,8 p.p. desde 2016.
O analfabetismo mantém uma concentração significativa entre a população idosa. Dos 8,4 milhões de analfabetos, 4,8 milhões possuem 60 anos ou mais, grupo onde a taxa atinge 14,9%. Em termos de disparidade racial, a taxa entre pretos ou pardos (20,6%) é quase três vezes superior à de brancos (7,3%) nesse mesmo segmento. Regionalmente, o Nordeste segue como a região com maior concentração, reunindo 4,8 milhões de pessoas, ou 57,4% do total nacional.
No cenário educacional de jovens entre 14 e 29 anos, 7,7 milhões não concluíram o ensino médio. O principal motivo apontado para o abandono ou ausência escolar foi a necessidade de trabalhar, citada por 43% dos entrevistados. Além disso, o desinteresse pelo ensino subiu para 25,6%, um crescimento de 2 p.p. desde 2023. Apesar disso, houve melhora na taxa de jovens de 15 a 29 anos que não estudam nem trabalham, que recuou para 17,5% em 2025, ante 22,4% registrados em 2019.
