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Brasil prioriza pragmatismo diplomático frente à direita sul-americana

Brasil prioriza pragmatismo diplomático frente à direita sul-americana

Brasil prioriza pragmatismo diplomático frente à direita sul-americana

O governo brasileiro aposta em uma estratégia de pragmatismo para manter relações bilaterais com vizinhos latino-americanos de direita e extrema-direita. O foco é priorizar temas imunes à ideologia, como infraestrutura, energia, combate ao crime organizado e enfrentamento a desastres naturais.

O cenário regional tornou-se mais complexo com as vitórias de Keiko Fujimori no Peru e de Abelardo De La Espriella na Colômbia, somadas a mandatos de direita no Chile, Equador e Bolívia. Com isso, o Brasil e o Uruguai permanecem como os únicos representantes do campo progressista na região. A gestão de Luiz Inácio Lula da Silva entende que, com exceção da Argentina de Javier Milei, os interesses nacionais devem prevalecer em pautas como a conexão entre os oceanos Pacífico e Atlântico.

Especialistas como Roberto Goulart Menezes, da UnB, alertam que, embora as relações bilaterais possam persistir, a geopolítica sul-americana vive um momento delicado. A cooperação multilateral, através de fóruns como Unasul e Celac, é considerada inviável no atual contexto de alinhamento com a política externa dos Estados Unidos de Donald Trump. Apesar disso, o Brasil mantém a expectativa de que o Mercosul permaneça como um fórum central devido ao seu foco institucional em comércio, atraindo governos de diferentes orientações ideológicas.

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