Lula defende acordo comercial Mercosul e China
Durante a 68ª Cúpula do Mercosul, realizada nesta terça-feira (30) em Assunção, no Paraguai, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu o início de negociações para um acordo comercial entre o bloco sul-americano e a China. Em seu pronunciamento, o chefe do Executivo brasileiro criticou o alinhamento automático e as escolhas excludentes nas relações internacionais, ressaltando que o Mercosul é uma necessidade estratégica diante da fragmentação da economia global.
O encontro, que marcou a transição da presidência do Paraguai para o Uruguai, contou com a ausência do presidente argentino Javier Milei, que cancelou sua participação em meio à renúncia do chefe de gabinete Manuel Adorni. Antes dos debates, Lula prestou homenagem às vítimas dos terremotos na Venezuela e destacou o crescimento do comércio intrabloco, que saltou de US$ 4,5 bilhões em 1991 para US$ 50 bilhões em 2025.
Entre os temas centrais, destacou-se a criação do novo Fundo para a Convergência Estrutural do Mercosul (Focem), para o qual o Brasil se comprometeu a destinar US$ 100 milhões anuais. Paralelamente, o Brasil propôs um pacto regional contra o feminicídio e anunciou o financiamento de delegados dos 12 países da região em um escritório da Interpol em Buenos Aires para combater o tráfico de drogas e o crime organizado.
