Dólar fecha estável, mas recua 1,82% em julho
O dólar encerrou esta sexta-feira (31) vendido a R$ 5,069, com alta de 0,13% em relação ao fechamento anterior. Essa valorização no dia reflete a busca dos investidores por proteção diante das tensões no Oriente Médio e do fortalecimento da moeda estadunidense no exterior, além da alta nos rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA após defensores de aumento de juros no Federal Reserve (Fed) se manifestarem.
Apesar da valorização pontual, o dólar acumulou uma queda de 1,82% no mês de julho, marcando um recuo de 7,73% no ano. A força do real ao longo do mês foi influenciada por fatores que favoreceram a moeda brasileira.
Na bolsa brasileira, o Ibovespa fechou em alta de 0,47% nesta sexta-feira, aos 177.999 pontos, atingindo o maior fechamento desde 14 de maio. No acumulado do mês, o índice registrou um ganho de quase 3,5%. O pregão desta sexta foi impactado por um atraso de mais de 2 horas na abertura dos mercados da B3 devido a um problema técnico, que não afetou significativamente a trajetória dos ativos.
O preço do petróleo encerrou julho com a maior valorização mensal desde março. O barril do Brent subiu 23,5% e o WTI avançou 21,8% no mês, impulsionados pela escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã. Autoridades iranianas anunciaram a interceptação de navios-tanque e novos ataques contra instalações americanas, enquanto os EUA endureceram o discurso contra o Irã. O mercado também aguarda a reunião da Opep+ para discutir os níveis de produção.

