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Centrais sindicais propõem medidas contra tarifaço dos EUA

Centrais sindicais propõem medidas contra tarifaço dos EUA

Centrais sindicais propõem medidas contra tarifaço dos EUA

As centrais sindicais apresentaram um documento com propostas para enfrentar os efeitos do tarifaço aplicado pelos Estados Unidos a diversos produtos brasileiros. O documento foi entregue ao ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Márcio Elias Rosa.

No documento, as entidades defendem o incentivo à produção nacional, a ampliação dos investimentos públicos, o fortalecimento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a proteção dos empregos. “Diante do agravamento da guerra comercial desencadeada pelas novas medidas protecionistas do governo dos EUA, as centrais sindicais expressam preocupação com os múltiplos impactos sobre a economia nacional, os empregos e a soberania produtiva e política do Brasil”, afirma o texto.

Uma das propostas sugere que a manutenção das vagas de trabalho seja exigência para empresas acessarem programas de socorro. As centrais sindicais defendem a busca por novos mercados para os produtos tarifados, o estímulo à produção nacional por meio das compras públicas e da política de conteúdo local, e maior investimento público em infraestrutura social e produtiva, incluindo transporte, energia, habitação, saúde e educação.

Segundo as centrais, o país deve aprimorar o projeto de desenvolvimento com inclusão e justiça social, com mecanismos de proteção frente à instabilidade externa. “Esse modelo de desenvolvimento deve estar estruturado na geração e proteção de empregos, no combate à precarização do trabalho e no fortalecimento da capacidade de consumo das famílias por meio da valorização da renda do trabalho”, destaca o documento.

O texto também inclui propostas de revisão da Lei de Patentes para combater abusos de propriedade intelectual; o fortalecimento do Mercosul como instrumento de integração econômica e desenvolvimento regional; fundos de compensação e programas de transição destinados aos trabalhadores afetados pelo comércio internacional; e o fortalecimento da organização sindical para assegurar a negociação coletiva nos setores impactados.

O documento, assinado por CUT, Força Sindical, UGT, CTB, CSB e NCST, foi entregue aos ministros durante reunião em São Paulo. As centrais sindicais declararam apoio às medidas adotadas pelo Brasil em relação ao tarifaço, bem como à Lei de Reciprocidade Econômica, aprovada pelo Congresso Nacional no ano passado.

O governo brasileiro encaminhou à Organização Mundial do Comércio (OMC) um documento classificando as tarifas aplicadas pelos Estados Unidos como “inconsistentes” com as regras da OMC. O Brasil alega que é preterido pelos EUA na relação comercial, comparado a outros países membros da organização. O documento faz parte de um pedido de consultas aos Estados Unidos no sistema de solução de controvérsias da OMC, buscando negociar uma solução para o conflito antes da eventual instalação de um painel para analisar o caso.

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