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Ministro Durigan defende abertura comercial e previsibilidade

Ministro Durigan defende abertura comercial e previsibilidade

Ministro Durigan defende abertura comercial e previsibilidade

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, defendeu nesta segunda-feira (17) a estratégia de abertura do comércio de produtos brasileiros para outros países. Segundo ele, governos e investidores olham para o Brasil com confiança, e o país deve se projetar como um porto seguro em um mundo de incertezas, oferecendo segurança e previsibilidade.

Durigan enfatizou que essa abertura deve ser baseada em negociações multifacetadas, evitando a dependência de um único parceiro comercial, seja na Ásia ou na América do Norte. Ele destacou que o Brasil fará esse debate considerando suas próprias fragilidades e pontos fortes.

A declaração do ministro ocorre em um contexto de tensão nas relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos. Na semana anterior, o governo federal iniciou um processo formal para avaliar a imposição de tarifas americanas contra exportações brasileiras, com possível resposta baseada na Lei da Reciprocidade Econômica. Essa lei, aprovada em 2023, estabelece critérios para suspender concessões comerciais em retaliação a ações unilaterais que prejudiquem a competitividade econômica brasileira.

Adicionalmente, Durigan abordou a necessidade de medidas para manter a estabilidade fiscal, como o controle orçamentário e a limitação de gastos obrigatórios, ressaltando a importância de manter uma trajetória fiscal sem desestabilizar o país. Sobre a reforma tributária, o ministro reconheceu que pode gerar receio devido às mudanças, mas acredita que 2027 será crucial para a transição, culminando em um sistema aprimorado a médio e longo prazo.

A questão dos juros também foi discutida. Durigan declarou que o debate sobre crédito no Brasil depende de “juros civilizados”, considerando que a taxa de juros é a “milha final” dos ajustes necessários para o desenvolvimento do país.

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