Justiça decreta prisão de quatro envolvidos na morte de advogado
A Justiça do Rio de Janeiro expediu mandados de prisão preventiva contra mais quatro indivíduos acusados de envolvimento na morte do advogado Rodrigo Crespo, ocorrida em 26 de fevereiro de 2024, no centro da cidade. A denúncia foi apresentada pelo Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ).
Na segunda-feira, 24 de junho, a Polícia Civil cumpriu o mandado contra o policial militar Renato Franco Lopes, conhecido como Pitbull, lotado no 15º Batalhão de Polícia Militar. O contraventor Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho, e Ryan Patrick Barboza de Oliveira, o Motinha, já estavam detidos; seus mandados foram cumpridos em 20 de junho. Rafael Ferreira Silva, apelidado de Cachoeira, é considerado foragido.
Segundo a denúncia, Adilsinho, apontado como uma liderança do ‘jogo do bicho’, teria ordenado o assassinato por ver na atuação de Crespo um risco aos seus interesses no mercado de apostas online, as ‘bets’. Crespo demonstrava interesse em investir no promissor segmento e buscava financiadores, além de planejar a abertura de um ‘sports bar’ com máquinas similares a caça-níqueis, área historicamente dominada por contraventores.
As investigações indicam que Ryan Patrick realizou a vigilância da vítima nos dias que antecederam o crime. Renato Franco Lopes e Rafael Ferreira Silva teriam fornecido apoio operacional, monitorando o advogado até o momento do homicídio e permanecendo no veículo utilizado pelos executores. Evidências técnicas confirmam a presença de Renato e Rafael no local do crime, em pontos do trajeto de fuga e em um sítio usado por Rafael como esconderijo.
Além de aceitar a denúncia de homicídio qualificado, o Juízo da 3ª Vara Criminal determinou a manutenção de Adilsinho em presídio federal de segurança máxima por três anos e suspendeu o exercício das funções públicas e o porte de arma de Renato Franco Lopes. Adilsinho está preso desde fevereiro de 2026, após ser detido em Cabo Frio e transferido para o presídio de segurança máxima da Papuda, em Brasília.

