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Delegados na Mongólia discutem combate global à desertificação

Delegados na Mongólia discutem combate global à desertificação

Delegados na Mongólia discutem combate global à desertificação

A 17ª Conferência das Nações Unidas de Combate à Desertificação (COP17), realizada em Ulaanbaatar, na Mongólia, encerrou-se com resultados limitados diante de um cenário em que 40% das terras do planeta estão degradadas. As expectativas por avanços robustos foram frustradas por disputas geopolíticas, incluindo bloqueios impostos pelos Estados Unidos a temas como gênero e participação da sociedade civil, além do adiamento na criação de um regime global contra as secas.

Apesar dos impasses, houve consenso para tornar a seca um item permanente e independente nas agendas das futuras conferências, visando evitar obstruções. Entre os progressos, destaca-se a implementação da Parceria Global de Resiliência à Seca de Riad e o lançamento do Mecanismo de Investimento para Resiliência à Seca (DRIF), que busca mobilizar até US$ 400 milhões. Adicionalmente, governos e entidades anunciaram uma carteira de US$ 1,3 bilhão para restauração de terras, embora o déficit anual de financiamento para atingir as metas de 2030 permaneça em US$ 278 bilhões.

O Brasil destacou-se ao assumir o compromisso voluntário de atingir a Neutralidade da Degradação da Terra até 2030, abrangendo a recuperação de 163 mil quilômetros quadrados de terras e medidas de conservação em outros 3,51 milhões de quilômetros quadrados. Paralelamente, a conferência enfatizou a importância das pastagens, ecossistemas que geram até US$ 47 trilhões anuais em serviços ecossistêmicos, mas que seguem subestimados nas políticas climáticas internacionais, conforme apontou a secretária-executiva da UNCCD, Yasmine Fouad.

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