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Ataques israelenses no Líbano deixam 4 mortos

Ataques israelenses no Líbano deixam 4 mortos

Ataques israelenses no Líbano deixam 4 mortos

Ataques israelenses no sul do Líbano neste domingo (6) resultaram na morte de quatro pessoas, incluindo duas mulheres, conforme informou o Ministério da Saúde libanês.

Apesar de um cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos com o Hezbollah, acordado em junho, o exército israelense afirma operar em uma “zona de segurança” declarada no sul do Líbano. As Forças de Defesa de Israel (FDI) informaram em comunicado que terroristas do Hezbollah lançaram dois drones contra soldados israelenses na área. Um dos drones foi abatido pelas FDI, sem registro de feridos entre os militares. As FDI classificaram o incidente como uma violação do Hezbollah e afirmaram estar realizando ataques em resposta.

As FDI reiteraram que continuarão a operar na área libanesa para eliminar qualquer ameaça a civis israelitas e soldados das FDI. Um alerta de evacuação foi emitido para áreas próximas a um prédio em Arab Salim, utilizado pelo Hezbollah, onde duas crianças estavam entre os seis feridos em um ataque. Este é o segundo alerta de evacuação desde o cessar-fogo de junho.

Dados do Ministério da Saúde do Líbano indicam que os ataques israelenses causaram 4.353 mortes e 12.323 feridos desde 2 de março. A violência diminuiu desde o início das conversações diretas entre Líbano e Israel, mediadas pelos EUA no final de junho. O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, anunciou a conquista do cume de Ali Taher, onde, segundo Israel, o Hezbollah possuía um centro de comando subterrâneo e depósitos de armas.

O presidente libanês, Joseph Aoun, condenou os ataques israelenses em Nabatieh e cidades vizinhas, descrevendo-os como uma “escalada perigosa” contra instituições estatais e centros médicos. Aoun denunciou que os bombardeios ultrapassam as violações do cessar-fogo e do acordo-quadro, com alvos incluindo o edifício do Ministério das Finanças em Nabatieh e o hospital Ghandour. Ele responsabilizou Israel pela escalada da violência e pediu ação internacional para conter as violações.

Apesar dos ataques, Aoun afirmou o compromisso do Líbano com a preservação de sua soberania, a estabilidade do sul do país e a segurança de seus cidadãos.

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