STF debate conexão entre investigações de Moraes e Mendonça
O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, declarou nesta terça-feira (15) que a investigação sobre o ministro Alexandre de Moraes e sua suposta relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro não pode ser analisada sem que o plenário avalie previamente a legalidade das ações do ministro André Mendonça no caso do Banco Master.
A posição de Zanin surgiu durante uma questão de ordem levantada pelo ministro Gilmar Mendes, que solicitou a análise conjunta das supostas irregularidades atribuídas a Mendonça. O pleito conta com o apoio dos ministros Flávio Dino, Alexandre de Moraes e do próprio Cristiano Zanin, enquanto o presidente da Corte, Edson Fachin, defende o julgamento dos casos em datas separadas.
O impasse ocorre após a divulgação de mensagens entre Vorcaro e Moraes, além de um relatório não assinado que acusa Mendonça de direcionar a Operação Compliance Zero. A Procuradoria-Geral da República, comandada por Paulo Gonet, solicitou a anulação do relatório inicial de Mendonça, argumentando que houve desvio de rito ao investigar um ministro do STF sem notificar o plenário.
O teor das mensagens, que somam 52 registros, sugere proximidade entre Vorcaro e Moraes, incluindo menções a um contrato de R$ 131 milhões envolvendo o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro. Alexandre de Moraes nega qualquer irregularidade, classificando o relatório como inconstitucional e ilegal, e aguarda o julgamento de seu pedido de investigação contra Mendonça por abuso de autoridade, marcado para o dia 23 de setembro.

