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Gilmar Mendes questiona condução de caso pela Segunda Turma do STF

Gilmar Mendes questiona condução de caso pela Segunda Turma do STF

Gilmar Mendes questiona condução de caso pela Segunda Turma do STF

O ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal (STF), formalizou em ofício questionamentos sobre a condução, na Segunda Turma da Corte, da decisão referente ao afastamento do diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues. O decano acusou uma “condução indevida dos trabalhos” pelo presidente da Segunda Turma, ministro Luiz Fux.

A crítica de Mendes se deve ao tempo exíguo, de 22 minutos, entre a comunicação ao gabinete da convocação e o início de uma sessão do colegiado. O diretor-geral Andrei Rodrigues havia sido afastado do cargo em 8 de setembro pelo ministro André Mendonça, em decisão monocrática no âmbito da Operação Compliance Zero. A operação apura corrupção de agentes públicos e fraudes financeiras supostamente praticadas pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do antigo Banco Master.

Apesar de o delegado ter sido restituído ao cargo no dia seguinte por decisão do ministro Flávio Dino, a decisão de Mendonça foi levada a referendo na Segunda Turma no mesmo dia do afastamento. Segundo o ofício do decano, seu gabinete recebeu o comunicado sobre a sessão extraordinária apenas às 9h38 para uma sessão às 10h. Mendes pediu vista, mas Fux e Kássio Nunes Marques anteciparam seus votos, mantendo o afastamento.

Mendes acusou a existência de um “prévio ajuste” entre Fux e Mendonça, não comunicado aos demais membros da turma, o que desconsideraria a lógica constitucional e regimental. O ofício não tem efeito prático, mas visa formalizar os questionamentos sobre a isenção de Fux na condução dos trabalhos e solicitar que todos os ministros do colegiado sejam tratados de forma equânime.

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