Donald Trump rejeita regulação global da Inteligência Artificial
Em discurso na sede das Nações Unidas, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou abertamente as iniciativas globais de regulação da Inteligência Artificial. A posição americana contrasta com as propostas da China, que defende a governança por meio de sistemas de códigos abertos, enquanto Washington busca estabelecer um controle centrado em parceiros confiáveis.
Ettore Arpini, fundador da organização Plures, afirma que a estratégia de Trump visa impedir qualquer forma de regulação corporativa. Apesar dos apelos da indústria por uma desaceleração no desenvolvimento de modelos avançados devido a riscos de segurança e preocupações com uma possível bolha financeira apontada pelo Banco de Compensações Internacionais, Trump declarou que não limitará o avanço da tecnologia, a qual ele pretende renomear como superinteligência.
Especialistas como Ettore Arpini e o cientista brasileiro Miguel Nicolelis alertam que a terminologia adotada pelos EUA possui viés político e de marketing. Segundo Arpini, a ênfase deveria recair sobre a autonomia dos sistemas e seus impactos sociais, enquanto Nicolelis argumenta que o termo inteligência é uma metáfora para valorizar os serviços de grandes empresas de tecnologia.

