Entidades científicas alertam contra interferência externa nas eleições
A Academia Brasileira de Ciências (ABC) e a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) manifestaram profunda preocupação com o risco de interferência estrangeira no processo eleitoral de 2026, com foco em ações provenientes dos Estados Unidos. As entidades alertam que tais manobras podem comprometer a soberania nacional, o funcionamento das instituições democráticas e a livre vontade dos eleitores brasileiros nas eleições marcadas para 4 de outubro.
O alerta das instituições científicas acompanha um relatório reservado da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), produzido em agosto, que aponta tendências de pressão estadunidense sobre o Brasil. Esse cenário também foi abordado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante a Assembleia Geral das Nações Unidas em 22 de setembro, onde criticou investidas neocoloniais e a ingerência externa em processos políticos, citando contextos registrados na Venezuela, Nicarágua, Haiti e Cuba.
Em apoio à iniciativa do Instituto Vladimir Herzog, que levou o debate à ONU, a ABC e a SBPC conclamaram as instituições da República, a sociedade civil e o setor acadêmico a vigiarem a integridade do pleito. As presidentas Helena Bonciani Nader, da ABC, e Francilene Procópio Garcia, da SBPC, reforçaram a necessidade de respeito à autonomia do povo brasileiro e ao reconhecimento dos resultados proclamados pela Justiça Eleitoral, independentemente do vencedor.

