Painéis solares flutuantes na usina de Itaipu Binacional
A usina de Itaipu, na fronteira entre Brasil e Paraguai, iniciou um experimento com painéis solares instalados sobre seu reservatório de 1,3 mil quilômetros quadrados. Com 1.584 módulos fotovoltaicos, a estrutura gera 1 megawatt-pico (MWp), energia suficiente para abastecer 650 residências, servindo atualmente como laboratório de pesquisa para avaliar impactos ambientais e estabilidade técnica.
O projeto, que custou US$ 854,5 mil, é conduzido por um consórcio binacional formado pelas empresas Sunlution e Luxacril. A intenção de expandir essa matriz para até 3 mil megawatts, o equivalente a 20% da capacidade hidrelétrica atual, exigiria ajustes no Tratado de Itaipu de 1973.
Além da energia solar, o ecossistema Itaipu Parquetec desenvolve soluções em hidrogênio verde, liderado pelo gerente Daniel Cantani, e a produção de biometano através da biodigestão de resíduos orgânicos e apreensões fiscais. Segundo a diretora técnica do CIBiogás, Daiana Gotardo, a aposta em combustíveis avançados, como o biometano e o combustível sustentável de aviação (SAF), é uma tendência estratégica para a próxima década.
