Reforma de São Januário depende de potencial construtivo
O estádio de São Januário completa 99 anos nesta terça-feira (21) em um momento decisivo para o Vasco. Enquanto a casa cruz-maltina se aproxima do centenário, o projeto de reforma, principal bandeira da gestão do presidente Pedrinho, permanece sem data para início. O entrave atual não é mais político ou jurídico, mas sim a comercialização do potencial construtivo, mecanismo que fundamenta a engenharia financeira da obra.
A viabilidade do projeto foi garantida pela aprovação da Lei Complementar 272 na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, sancionada pelo prefeito Eduardo Paes. O clube dispõe de cerca de 280 mil metros quadrados para comercialização, com expectativa de arrecadar aproximadamente R$ 500 milhões. Apesar da estruturação do modelo, a diretoria condiciona o início das intervenções à venda da maior parcela desse potencial para evitar riscos de paralisação, mantendo negociações ativas, inclusive envolvendo o terreno do Marapendi, na Barra da Tijuca.
Oficialmente, o Vasco ainda não estabeleceu prazos para o começo das obras. Embora tenha sido aventada a possibilidade de aguardar o centenário em 2027, o objetivo da diretoria é antecipar o cronograma assim que houver segurança financeira. Aos 99 anos, o estádio aguarda a conclusão da venda do potencial construtivo para que a reforma deixe o papel e se torne realidade.
