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Exploração na Foz do Amazonas pode custar R$ 47 bilhões

Exploração na Foz do Amazonas pode custar R$ 47 bilhões

Exploração na Foz do Amazonas pode custar R$ 47 bilhões

Um estudo inédito do WWF-Brasil, lançado nesta quinta-feira (23), aponta que o Brasil pode abrir mão de R$ 47 bilhões em receitas e benefícios ao priorizar a exploração de petróleo na Foz do Amazonas em vez de investir em energias renováveis e biocombustíveis. O prejuízo total engloba R$ 22,2 bilhões de perdas estimadas na Margem Equatorial e R$ 24,8 bilhões que deixariam de ser lucrados pela falta de investimentos em redes de eletrificação.

O levantamento, que utilizou a Análise Socioeconômica de Custo-Benefício (ACB) recomendada pelo Tribunal de Contas da União, projeta um cenário de 40 anos. Segundo o consultor do WWF-Brasil, Daniel Thá, a análise considera externalidades como a emissão de 446 milhões de toneladas de CO2 equivalente. Apenas considerando o custo social do carbono, o prejuízo gerado à população pode variar entre R$ 21 e R$ 42 bilhões.

Enquanto a Petrobras trata a Margem Equatorial como uma decisão estratégica para evitar futuras importações de petróleo após 2030 e o governo federal argumenta que os fósseis podem financiar a transição energética, o estudo sugere rotas alternativas. Ao comparar a exploração petrolífera com cenários de eletrificação e biocombustíveis, os pesquisadores concluíram que investir em fontes renováveis resultaria em um custo R$ 29,3 bilhões menor, mesmo diante de custos iniciais mais elevados.

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