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Google Cloud: IA agêntica executa tarefas autônomas em empresas

Google Cloud: IA agêntica executa tarefas autônomas em empresas

Google Cloud: IA agêntica executa tarefas autônomas em empresas

A inteligência artificial capaz de executar tarefas de forma autônoma, indo além da simples resposta a perguntas, já é uma realidade operacional em empresas. Essa avaliação foi compartilhada por Fernanda Jolo, líder de Engenharia de Clientes para Inteligência Artificial no Google Cloud, e Mikaeri Ohana, especialista em Engenharia de Clientes da empresa, durante entrevista concedida ao Podcast Canaltech. A conversa ocorreu em 30 de maio, gravada no contexto do Google Cloud Next 2026, em Las Vegas.

A IA agêntica une a automação, ferramenta já utilizada por empresas, com a inteligência generativa. “Quando a gente junta esses dois, a gente tem a parte agêntica, que é realmente capaz de executar as tarefas baseadas no nosso comando”, explicou Jolo. Esses agentes podem operar de maneira totalmente autônoma ou requerer aprovação humana em cada etapa, conforme o nível de controle estabelecido pela organização.

Um dos principais anúncios do evento foi a evolução do Vertex AI para a Gemini Enterprise Agents Platform. Esta plataforma permite que qualquer colaborador crie e utilize agentes dentro da organização. “As pessoas não têm mais que depender de TI para poder utilizar IA, criar seus agentes”, destacou Ohana. A novidade inclui o Agent Identity, um recurso que atribui uma identidade criptografada a cada agente criado, visando solucionar um problema central de governança em ambientes com múltiplos agentes operando simultaneamente.

O avanço da IA também expande os vetores de ataque, com relatos de que grupos criminosos já utilizam agentes para acelerar invasões. Um processo que antes levava 5 horas para avançar entre etapas agora pode ser concluído em 20 segundos. Para mitigar esses riscos, o Google apresentou novos agentes de segurança, incluindo um focado no monitoramento da dark web. Este recurso rastreia credenciais e dados corporativos expostos em ambientes ocultos da internet, elevando a precisão da detecção em mais de 90%, segundo Jolo.

O evento também destacou os agentes da Wiz, plataforma de segurança em nuvem adquirida pelo Google por US$ 32 bilhões, divididos em Red (exploração de vulnerabilidades), Blue (defesa) e Green (análise de resposta a incidentes). Casos brasileiros ganharam destaque, como o da Axa Energia, mencionada pelo CEO do Google Cloud, Thomas Kurian. A empresa relatou uma melhora de 15% na precisão de previsões energéticas após adotar soluções do Google. O Mercado Livre também foi citado entre os clientes em destaque globalmente.

Fernanda Jolo ressalta a democratização do acesso à IA: “Antes, a tecnologia chegava primeiro em alguns países e em algumas grandes empresas. Agora está democratizado esse acesso”. Sua perspectiva é que a IA se torne uma infraestrutura invisível, semelhante à eletricidade ou à internet, onde o foco deixe de ser a tecnologia em si: “Eu espero que daqui a alguns anos ninguém fale mais de IA, que simplesmente seja como a eletricidade, a internet”.

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