Secretário de Transportes descarta resgate de companhias aéreas
O secretário de Transportes dos Estados Unidos, Sean Duffy, afirmou neste sábado que não acredita ser necessário um resgate governamental para companhias aéreas de baixo custo, mesmo diante dos altos preços do combustível de aviação. A declaração foi feita em uma coletiva de imprensa no aeroporto de Newark, após o colapso da Spirit Airlines.
“Eu diria que, neste momento, não acho que seja necessário. Elas têm acesso a dinheiro. Se quiserem recorrer ao governo dos EUA, seremos um credor de última instância. Se puderem encontrar dólares nos mercados privados, acho que será melhor para elas”, disse Duffy.
Duffy também apontou que a possibilidade de um resgate à Spirit foi vista por outras companhias aéreas como uma oportunidade de obter financiamento, “não necessariamente com base na necessidade, mas com base na oportunidade”.
Anteriormente, um grupo de companhias aéreas de baixo custo dos EUA, incluindo Frontier e Avelo, propôs a troca de bônus de subscrição por US$2,5 bilhões em assistência governamental. A Association of Value Airlines confirmou a solicitação ao governo do presidente Donald Trump para a criação de um pacote de liquidez de US$2,5 bilhões, destinado a compensar os custos maiores de combustível e estabilizar operações.
As empresas também solicitaram ao Congresso a suspensão do imposto federal de 7,5% sobre passagens aéreas e do imposto de US$5,30 por trecho, medidas que compensariam cerca de um terço do aumento dos custos de combustível. O aumento no preço do combustível de aviação, que praticamente dobrou os custos, é uma consequência da guerra de EUA e Israel contra o Irã.
Os presidentes-executivos de diversas companhias aéreas de baixo custo se reuniram na semana passada com Sean Duffy e Bryan Bedford, chefe da Administração Federal de Aviação, em Washington, para discutir a proposta. O valor de US$2,5 bilhões foi estimado com base no aumento esperado dos gastos com combustível de aviação.
A Airlines for America, representante das principais companhias aéreas de passageiros dos EUA, manifestou oposição ao resgate, argumentando que a intervenção governamental puniria companhias que se ajustaram aos custos crescentes e recompensaria as que não o fizeram, prejudicando a concorrência e os consumidores a longo prazo.
