Filme sobre Zico une gerações no cinema como missa familiar
A transmissão oral, fundamental para a sobrevivência e perpetuação de culturas como a dos Maxakali, encontra um paralelo moderno nas sessões de cinema do filme “Zico, o Samurai de Quintino”. A obra dirigida por João Wainer e produzida por Pedro Curi tem reunido famílias e amigos, evocando um sentimento de comunhão semelhante ao de uma missa.
A beleza comovente reside nas cenas de pais levando seus filhos ao cinema, repetindo a experiência de introduzir novas gerações a figuras icônicas. Essa dinâmica transcende a tela, transformando cada sessão em um momento significativo de conexão familiar e social, unindo pessoas que não se viam há décadas.
Em um país com dificuldades em consolidar um imaginário de mitos e figuras unificadoras, Zico se destaca como uma exceção. O filme celebra esse legado, que se mantém forte na terceira geração de torcedores, mostrando como um jogador pode se tornar um símbolo maior mesmo para aqueles que não o viram atuar. A obra captura a essência de um ser humano, com suas dores e glórias, que transcende o tempo e se torna um ‘Espírito de Zico’, o rei de sua gente.
