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Fábrica de linha chilena é desmantelada no Rio de Janeiro

Fábrica de linha chilena é desmantelada no Rio de Janeiro

Fábrica de linha chilena é desmantelada no Rio de Janeiro

Agentes da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente da Polícia Civil fecharam uma fábrica ilegal de produção de linha chilena em Jacarepaguá, na zona sudoeste do Rio. Dois homens foram presos durante a operação. A linha chilena é proibida por lei estadual desde novembro de 2017, devido ao seu potencial de causar ferimentos graves e até a morte de motociclistas, geralmente atingindo a região do pescoço.

A legislação vigente proíbe a comercialização, o uso, o porte e a posse de substâncias como o cerol, composto de vidro moído e cola, utilizado para cortar linhas de pipas. A proibição abrange também a linha encerada, feita com quartzo moído, algodão e óxido de alumínio (conhecida como linha chilena), e qualquer produto com elementos cortantes para soltar pipas.

A operação, realizada com base em cruzamento de dados e inteligência policial, descobriu uma fábrica clandestina bem estruturada que abastecia vários estados brasileiros. Grande quantidade de material ilícito, incluindo linha chilena e utensílios de produção, foi apreendida. A Polícia Civil enfatiza a alta periculosidade do material, capaz de causar ferimentos severos, mutilações e mortes, além de riscos à rede elétrica e animais.

As denúncias de uso e comercialização de linha chilena e cerol no Rio de Janeiro tiveram um aumento significativo. Foram registrados 1.203 casos em 2025, mais que o dobro dos 561 de 2024. Nos primeiros três meses de 2026, já somam 110 denúncias. Motociclistas são as principais vítimas, com mortes registradas. Em abril deste ano, Leandro Rezende Cardoso, 45 anos, morreu após ter o pescoço cortado por linha chilena em Cascadura, zona norte do Rio.

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