STF investiga emendas para produtora de filme sobre Bolsonaro
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a abertura de uma investigação preliminar, sob sigilo, para apurar o repasse de emendas parlamentares a ONGs vinculadas à produtora do filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. A medida atende a solicitações dos deputados Tabata Amaral (PSB-SP) e Pastor Henrique Vieira (PSOL-RJ), que apontam possível desvio de finalidade na aplicação de recursos públicos.
Segundo as denúncias, os deputados Marcos Pollon (PL-MS), Mário Frias (PL-SP) e Bia Kicis (PL-SP) destinaram emendas ao Instituto Conhecer Brasil e à Academia Nacional de Cultura, entidades ligadas à Go Up Entertainment, produtora do longa Dark Horse. Mário Frias destinou R$ 2 milhões às entidades entre 2024 e 2025. Enquanto Pollon e Bia Kicis negam o envio direto de verbas para a produtora, Frias ainda não foi notificado pelo STF, que solicitou seus endereços à Câmara dos Deputados.
O caso ganhou novos desdobramentos após o site The Intercept revelar que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) solicitou recursos ao banqueiro Daniel Vorcaro para o financiamento da mesma produção. O senador admitiu ter mantido contato com o banqueiro, mas negou qualquer irregularidade, afirmando que os recursos discutidos seriam de natureza privada.
