Três brasileiras da flotilha são detidas por Israel em alto-mar
Três brasileiras estão entre os detidos da Global Sumud Flotilha (GSF) pelas forças de Israel. Ariadne Teles, Thainara Rogério e Beatriz Moreira de Oliveira, do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), foram detidas em alto-mar e estão sendo levadas à Palestina ocupada.
Assim como outras tentativas de oferecer ajuda à população de Gaza, os navios da GSF têm sido impedidos em águas internacionais. Segundo o movimento, 9 mil pessoas já foram presas injustamente, o que configura um quadro de ‘terror’ com violência de Estado.
A GSF destacou em nota a gravidade da situação, expressando preocupações com a segurança e o bem-estar dos detidos devido a relatos de tortura, abuso físico grave e violência sexual perpetrados pelas forças israelenses após o sequestro ilegal em 29 de abril.
O Itamaraty, em mensagem conjunta com governos de Bangladesh, Colômbia, Espanha, Indonésia, Jordânia, Líbia, Maldivas, Paquistão e Turquia, classificou o sofrimento dos palestinos como ‘catastrófico’ e a detenção dos ativistas como ‘arbitrária’. Os países reclamaram a liberação dos detidos e a obediência ao direito internacional.
Os ministros ressaltaram que ataques a iniciativas humanitárias pacíficas demonstram desrespeito contínuo ao direito internacional e à liberdade de navegação, conclamando a comunidade internacional a garantir a proteção de civis e missões humanitárias, além de adotar medidas para responsabilizar os violadores.
Margaret Connolly, irmã da presidenta da Irlanda, Catherine Connelly, também foi detida ilegalmente. O Ministério das Relações e Comércio Exterior da Irlanda anunciou que, juntamente com a Embaixada do país em Israel, exigirá a soltura imediata e oferecerá suporte aos cidadãos irlandeses envolvidos.


