STF tem dificuldade em notificar deputado Mário Frias
O Supremo Tribunal Federal (STF) enfrenta dificuldades para notificar o deputado federal Mário Frias (PL-SP) em uma investigação que apura suposto desvio de finalidade na destinação de R$ 2 milhões em emendas parlamentares. O montante foi enviado ao Instituto Conhecer Brasil, entidade ligada à produtora Go Up Entertainment, responsável pela cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro, intitulada Dark Horse.
Oficiais de justiça tentaram localizar o parlamentar em diversas datas, incluindo 31 de março e os dias 7 e 14 de abril. Na última segunda-feira (18), uma diligência em um endereço fornecido pela Câmara dos Deputados, por determinação do ministro relator Flávio Dino, constatou que o deputado não reside no local há dois anos. Anteriormente, em 13 de maio, a secretaria do gabinete informou que Frias estaria em uma missão internacional sem previsão de retorno.
O caso, que teve origem em uma representação da deputada Tabata Amaral (PSB-SP), investiga a ligação de Frias como produtor-executivo do filme. O parlamentar nega irregularidades e ampara-se em parecer da Advocacia da Câmara que atesta a ausência de vícios formais. A produção ganhou notoriedade após o portal The Intercept revelar supostos pedidos de financiamento feitos pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao banqueiro Daniel Vorcaro, o que foi negado pelo parlamentar sob a justificativa de tratar-se de recursos privados.
