Irã ameaça rotas marítimas após ataques dos EUA
A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã ameaçou obstruir todos os corredores de exportação de petróleo que beneficiam os Estados Unidos e seus aliados. A medida ocorre como represália ao bloqueio naval imposto pelos EUA aos portos iranianos e ao fechamento do Estreito de Ormuz, que, segundo a organização, permanecerá inacessível até o fim dos males americanos.
Em resposta a recentes bombardeios americanos, a Guarda Revolucionária afirmou ter atacado instalações da Quinta Frota dos EUA no Bahrein, uma base logística em Mina Abdullah, no Kuwait, e uma base aérea em Azraq, na Jordânia. O Comando Central dos EUA confirmou uma ofensiva de sete horas que atingiu diversos alvos militares próximos ao Estreito de Ormuz e na costa iraniana, visando degradar capacidades de ataque contra navios mercantes, que contabilizaram sete embarcações atingidas e quase dez tripulantes mortos ou feridos na última semana.
O presidente Donald Trump afirmou que pretende atingir alvos energéticos e pontes iranianas caso Teerã não retome as negociações de um acordo sobre o fluxo marítimo. Com cerca de 19 navios de guerra americanos no mar Arábico e centenas de aeronaves militares posicionadas no Médio Oriente, a volatilidade no setor energético permanece elevada, com o preço do barril de Brent oscilando na marca de US$ 78 após ter ultrapassado os US$ 87.
