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Impacto do uso excessivo de celulares em crianças

Impacto do uso excessivo de celulares em crianças

Impacto do uso excessivo de celulares em crianças

O uso de celulares por crianças tornou-se uma prática comum na rotina das famílias, seja para entretenimento ou fins educativos. No entanto, especialistas alertam que os riscos não residem apenas no acesso às telas, mas na falta de supervisão, na qualidade do conteúdo e, principalmente, no uso excessivo dos dispositivos.

Segundo Karolina Marianni Vargas, psicóloga pela PUCPR e especialista em Educação Especial e Inclusiva, a substituição do brincar livre por telas prejudica o desenvolvimento de habilidades sociais, emocionais e cognitivas. O uso desmedido pode resultar em déficit de atenção, baixa tolerância à frustração, problemas de sono, sedentarismo e dificuldades no convívio social.

Entidades de saúde estabelecem diretrizes claras: crianças menores de 2 anos não devem usar telas. Entre 2 e 5 anos, o limite é de 1 hora diária sob supervisão. Para a faixa de 6 a 10 anos, a recomendação é de uma a duas horas, enquanto adolescentes devem limitar o tempo entre 2 e 3 horas, evitando exposições contínuas.

A especialista destaca que a redução do contato presencial impacta a fala, o vocabulário e a interpretação de emoções. Sinais de alerta como irritação excessiva ao retirar o aparelho, isolamento, queda escolar e alterações no sono exigem atenção dos pais. Práticas como evitar telas durante refeições, desligar dispositivos antes de dormir e incentivar atividades ao ar livre são essenciais para promover o equilíbrio entre a tecnologia e a vida real.

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