Bélgica busca renovação na Copa do Mundo 2026
A Bélgica chega à Copa do Mundo de 2026 com uma nova identidade e um espírito renovado. Após um período de instabilidade que levou à saída do técnico Domenico Tedesco, a seleção aposta em Rudi Garcia para liderar a equipe. A combinação entre a experiência de Kevin De Bruyne, o retorno de jogadores importantes e a ascensão de jovens talentos posiciona os belgas como adversários desafiadores no torneio.
A equipe belga adota uma postura cautelosa, reconhecendo que não está entre os principais favoritos, mas conta com um elenco experiente para enfrentar a competição. Uma performance aquém do esperado na Liga das Nações motivou a mudança no comando técnico. Rudi Garcia, desde que assumiu, tem trabalhado na estabilização tática nas Eliminatórias e na gestão de egos, sendo fundamental para o retorno do goleiro Thibaut Courtois. O objetivo inicial é avançar na fase de grupos e explorar o talento individual nas etapas seguintes.
A melhor campanha da Bélgica em Copas do Mundo ocorreu em 2018, na Rússia, onde conquistou a medalha de bronze. Naquela ocasião, liderada por Eden Hazard, Lukaku e De Bruyne, a equipe eliminou o Brasil nas quartas de final e foi superada pela França, então campeã. Culturalmente, a Bélgica apresenta um cenário singular, com três idiomas oficiais (holandês, francês e alemão) e uma divisão política. Para manter a coesão, o inglês é a língua oficial utilizada nas atividades da seleção.
Kevin De Bruyne continua sendo a referência técnica e o líder da seleção. Com sua visão de jogo apurada e passes precisos, o meio-campista, possivelmente em sua última Copa, demonstra sua importância para a equipe. Ele é o pilar que inspira os mais jovens e garante a capacidade da Bélgica de decidir partidas importantes. Jeremy Doku, por sua vez, destaca-se pela velocidade e habilidade em dribles, sendo um dos jogadores mais letais do futebol atual. Atuando em alto nível na Premier League, Doku é uma arma poderosa para desequilibrar defesas adversárias.
Rudi Garcia, técnico francês de 62 anos, comanda a Bélgica em sua estreia em seleções nacionais. Sua carreira inclui passagens por clubes como Lille, Roma, Lyon, Al-Nassr e Napoli, onde obteve sucesso e foi conhecido por montar times equilibrados e gerenciar bem seus elencos. Garcia busca assimilar o DNA belga e conduzir a transição competitiva da seleção. A possível escalação da equipe para a competição inclui Thibaut Courtois; Thomas Meunier, Zeno Debast, Arthur Theate, Maxim De Cuyper; Amadou Onana, Nicolas Raskin; Jeremy Doku, Kevin De Bruyne, Leandro Trossard; e Charles De Ketelaere.
A jornada da Bélgica na fase de grupos da Copa do Mundo 2026 ocorrerá no Grupo G. O primeiro jogo será em 15 de junho, segunda-feira, às 16h (de Brasília), no Lumen Field Stadium, em Seattle, EUA. O segundo confronto está marcado para 21 de junho, domingo, às 16h (de Brasília), no SoFi Stadium, em Los Angeles, EUA. A última partida da fase de grupos acontecerá em 27 de junho, sábado, à 0h (de Brasília), no BC Place Stadium, em Vancouver, Canadá.
