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IA no Google e ChatGPT: fontes citadas e impacto no tráfego

IA no Google e ChatGPT: fontes citadas e impacto no tráfego

IA no Google e ChatGPT: fontes citadas e impacto no tráfego

A maneira como empresas e veículos de comunicação se apresentam na internet está passando por uma transformação silenciosa, mas com consequências diretas para suas receitas. Com a expansão das respostas geradas por inteligência artificial no Google e no ChatGPT, observa-se uma redução no número de cliques em links. Sites que antes registravam 50 mil visitas mensais já experimentaram quedas para 30 mil em curtos períodos, conforme aponta Giovanni Ballarin, especialista em mídias digitais e fundador da Mestres do Site.

Dados da Similarweb corroboram essa tendência, indicando uma queda de 26% no tráfego para sites de notícias nos 12 meses posteriores à introdução do AI Overviews pelo Google. Ballarin explica que os portais jornalísticos foram os primeiros a sentir esse impacto, pois produzem conteúdo profissional que as IAs consomem e sintetizam sem necessariamente direcionar o tráfego de volta. “É um trabalho pago, um jornalista trabalhando, é o conteúdo profissional, e o Google vai lá e veicula aquela informação dentro da IA”, afirmou ao Podcast Canaltech.

A mudança de comportamento não se limita à tecnologia. Segundo Ballarin, o padrão de pesquisa mudou: enquanto antes se explorava uma lista de resultados para formar conclusões próprias, hoje a IA já entrega as respostas. O comportamento humano médio tende a aceitar as informações apresentadas pela IA. Contudo, uma visita originada por menção em uma resposta de ChatGPT ou Google AI Overview tem uma probabilidade de conversão 23 vezes maior do que o tráfego pago convencional. Quem chega ao site via IA já possui a intenção definida, necessitando menos de convencimento.

Essa dinâmica instaura uma disputa por visibilidade nas ferramentas de busca impulsionadas por IA. Para ser citado, Ballarin destaca três fatores cruciais: otimização técnica do site (velocidade, dados estruturados e hierarquia de títulos clara), conteúdo contextualizado que explique a utilidade de um serviço ou produto em situações específicas, e autoridade construída externamente, por meio de menções em outros portais, redes sociais e criadores de conteúdo. “A IA não gosta de coisas soltas, ela gosta de coisas contextualizadas para poder mencionar”, ressaltou.

Empresas cuja operação depende quase inteiramente de tráfego pago já percebem a deterioração de seus resultados a cada mês. “O que a gente fez até hoje trouxe a gente até aqui, mas não vai continuar levando a gente para frente”, alertou. Com aproximadamente 17 bilhões de pesquisas diárias, o Google mantém sua liderança no mercado de buscas. Ballarin prevê que a plataforma evoluirá gradualmente para um assistente pessoal, mas ressalta que limitações em hardware, servidores e infraestrutura energética devem desacelerar essa transição em comparação com as projeções mais otimistas.

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