México lança campanha contra gritos homofóbicos nos estádios
A Federação Mexicana de Futebol lançou a campanha A ola, sim, o grito, não, com o objetivo de erradicar cânticos homofóbicos durante as partidas. A iniciativa busca preservar a tradicional ola, popularizada pela torcida mexicana no Mundial de 1986, e conta com o apoio de ex-jogadores da seleção, como Hugo Sánchez e Javier Aguirre.
A medida visa coibir o comportamento recorrente de torcedores que gritam a palavra puto sempre que o goleiro adversário realiza um tiro de meta. A postura gerou punições financeiras aplicadas pela Fifa anteriormente, como a multa de 10 mil francos suíços na Copa de 2018 e uma sanção de 100 mil francos suíços, equivalente a R$ 500 mil, durante o Mundial do Catar em 2022.
O problema persiste e gerou novos transtornos em 2024. Durante um amistoso contra o Brasil nos Estados Unidos, o goleiro Alisson foi alvo dos gritos, levando à paralisação da partida aos 13 minutos do segundo tempo. Na ocasião, o telão do estádio exibiu mensagens solicitando que a torcida mexicana cessasse imediatamente as ofensas discriminatórias.
