ANS define reajuste de 5,11% para planos individuais
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) estabeleceu o teto de 5,11% para o reajuste anual de planos de saúde individuais e familiares. A medida, decidida nesta sexta-feira (29), aplica-se aos contratos firmados a partir de 1º de janeiro de 1999 e representa o menor índice autorizado pelo órgão desde o ano 2000, com exceção do período da pandemia de covid-19.
O país contabiliza cerca de 7,7 milhões de beneficiários em planos individuais, o que corresponde a 14,5% dos 52,9 milhões de consumidores do setor. Para contratos com aniversário em maio e junho, a cobrança poderá ocorrer a partir de julho ou agosto, com efeito retroativo ao mês de aniversário, seguindo critérios validados pelo Ministério da Fazenda e pela Diretoria Colegiada da ANS.
Embora o índice de 5,11% supere a inflação oficial (IPCA-15) de 4,64% nos últimos 12 meses, a ANS ressalta que o cálculo considera a variação das despesas assistenciais e o Índice de Valor das Despesas Assistenciais (IVDA), que possui peso de 80% na fórmula. Diferentemente dos planos individuais, os contratos empresariais e coletivos seguem regras de livre negociação, tendo apresentado uma variação média de 9,9% nos dois primeiros meses de 2026.
