EUA classificam facções brasileiras como organizações terroristas
A decisão do governo dos Estados Unidos de classificar facções criminosas brasileiras como terroristas reflete a nova doutrina externa do governo Donald Trump. Segundo especialistas em geopolítica e relações internacionais, a medida impõe uma soberania limitada aos países latino-americanos, subordinando decisões regionais aos interesses estratégicos de Washington.
Paulo Borba Casella, professor da USP, alerta que a classificação pode servir de pretexto para intervenções políticas diretas, similar ao ocorrido com o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e sua esposa, Cilia Flores. O cientista político Francisco Carlos Teixeira da Silva reforça que a manobra visa conter a influência da China na região, reiterando a estratégia de proeminência norte-americana publicada em novembro de 2025.
O professor da UFRJ, Luiz Carlos Prado, ressalta que essa política busca restringir a autonomia diplomática brasileira. Além disso, existe o temor de que o rótulo de terrorismo seja expandido para movimentos sociais internos sem a apresentação de provas, fornecendo uma justificativa jurídica para pressões políticas que ignoram a soberania nacional e tratados internacionais.

