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Inteligência artificial traduzirá estresse ambiental por meio de sinais biológicos

Inteligência artificial traduzirá estresse ambiental por meio de sinais biológicos

Inteligência artificial traduzirá estresse ambiental por meio de sinais biológicos

Pesquisadores em Recife, Pernambuco, buscam desenvolver um índice inovador para decodificar o estresse ambiental, utilizando tecnologia digital e inteligência artificial. A iniciativa, batizada de Apeiron, visa transformar a observação de seres vivos urbanos em um tradutor digital das condições do meio ambiente. O projeto se inspira em métodos tradicionais, como os de profetas da chuva que interpretam sinais da natureza para fazer previsões climáticas.

O estudo focará em captar e analisar sinais emitidos por diversas espécies na cena urbana de Recife, comparando-os com registros de áreas com menor intervenção humana no litoral sul do estado, como a Reserva Ambiental de Saltinho e a APA de Guadalupe. Equipamentos especializados serão utilizados para monitorar sons de morcegos, o ritmo de abertura e fechamento de conchas de ostras, a transpiração de aroeiras e o voo de abelhas.

A equipe, liderada pelo biólogo Artur Maia, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), pretende calcular o Índice de Resiliência Metabólica (IRM) de cada local. Este índice funcionará como um indicador da saúde ambiental, similar ao IDH, mas com parâmetros biológicos. A intenção é que os dados coletados permitam um planejamento urbano mais sensível às particularidades de cada região, considerando a cidade como um organismo vivo e as diferenças no conforto metabólico de seus habitantes.

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