Sede da Caixa Econômica Federal em Brasília
A Caixa Econômica Federal reportou um lucro líquido recorrente de R$ 3,5 bilhões no primeiro trimestre de 2026, montante que representa uma retração de 34,4% comparado ao mesmo período do ano anterior. O desempenho financeiro, detalhado no balanço publicado nesta quinta-feira (14), foi influenciado diretamente pelo aumento expressivo das provisões para perdas com crédito, que dobraram devido às novas normas do Banco Central (BC) sobre cobertura de risco de inadimplência.
De acordo com o banco, a metodologia das provisões foi ajustada para incluir perdas esperadas nas operações de crédito, superando o modelo anterior que considerava apenas perdas efetivas. Essa alteração regulatória obrigou a instituição a elevar suas reservas financeiras, o que impactou o resultado líquido trimestral. Em nota, a Caixa reiterou que o incremento nas reservas reflete uma transição regulatória imposta pelo BC e não necessariamente a deterioração da qualidade de sua carteira de crédito.
Mesmo diante da queda no lucro, o banco manteve uma trajetória de expansão em suas operações de crédito. O financiamento habitacional continua sendo o principal motor, com R$ 64,2 bilhões em contratações registradas no período. A instituição reforça sua liderança no mercado imobiliário nacional enquanto segue monitorando sua estrutura financeira diante das novas diretrizes de risco.
