Brasileiros não fãs de futebol se unem pela Seleção na Copa
A poucos dias do início da Copa do Mundo de 2026, o evento esportivo mobiliza até mesmo aqueles que não acompanham o futebol no dia a dia. Pessoas como o tatuador Luckas Borba, de 27 anos, e a estudante de psicologia Maria Luiza Smith, de 21, exemplificam essa dinâmica. Embora não sejam fãs de clubes nacionais, o cenário muda quando se trata da Seleção Brasileira durante o Mundial.
Luckas Borba relata que, diferentemente dos campeonatos nacionais, sua família sempre teve o costume de assistir aos jogos da Seleção Brasileira na Copa do Mundo, com memórias afetivas que remontam a 2002. Maria Luiza Smith complementa que, embora não tenha contato com o futebol cotidiano, a Copa amplia a visão sobre a comunidade e o sentimento de pertencimento, unindo o país em torno da Seleção.
Segundo a psicóloga Dalila Stalla, a necessidade humana de pertencimento e conexão social é mobilizada pela Copa do Mundo, criando uma experiência coletiva. Mesmo quem não acompanha futebol regularmente pode se interessar para participar das interações sociais, sentir-se incluído e compartilhar emoções ligadas à identidade nacional. A psicóloga ressalta que, embora a faixa etária possa influenciar, o sentimento de pertencimento e a busca por experiências coletivas, assim como memória afetiva e tradição em idades mais avançadas, são fatores mais relevantes para essa adesão ao evento.
O retrospecto de audiência reforça o impacto do evento. Na Copa de 2022, a partida entre Brasil e Coreia do Sul registrou 53 pontos de audiência em São Paulo pela TV Globo. Em comparação, a maior audiência de um jogo do Brasileirão em 2025, entre Flamengo e Palmeiras, atingiu 22 pontos em São Paulo e 33 no Rio de Janeiro.
