Jovens criam tapetes de Corpus Christi em Brasília
Na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, jovens trocaram o uso de telas e a influência da inteligência artificial pela confecção artesanal de tapetes para a celebração de Corpus Christi. Vitória Nunes, de 18 anos e coordenadora na Paróquia de São José, destacou que o trabalho manual promove conexões humanas reais e combate o sentimento de isolamento entre os adolescentes.
O evento reuniu diversos grupos periféricos, como a comunidade do Lúcio Costa e a Pastoral dos Surdos. Participantes como a publicitária Luiza Helena Teixeira, de 24 anos, e o jovem Márcio da Cruz, de 36 anos, enfatizaram como a atividade coletiva e a interação presencial oferecem um novo ânimo, contrastando com os riscos de desinformação e o uso excessivo de tecnologias digitais, tema abordado recentemente em encíclica pelo papa Leão XIV.
A confecção ocupou um corredor de 125 metros com 27 tapetes feitos à mão. Mariana Abrantes, diretora do Movimento Escalada, ressaltou que, embora o afastamento das telas seja um desafio, o engajamento religioso é possível quando se utiliza uma linguagem próxima à dos jovens. A iniciativa também serviu de palco para demandas por inclusão social, especialmente voltadas a jovens surdos no mercado de trabalho, conforme apontado por Vânia Lúcia da Cruz, de 62 anos.
