São Paulo usa pausa da Copa para recuperar jogadores e confiança
O São Paulo iniciou um período de descanso de 15 dias, aproveitando a pausa no calendário devido à Copa do Mundo. O elenco foi liberado e retornará às competições em 22 de julho, enfrentando o Athletico-PR pelo Campeonato Brasileiro. O Tricolor planeja utilizar este intervalo para solucionar questões cruciais da primeira metade da temporada, como a recuperação de atletas lesionados, a reconquista da confiança e o manejo de crises internas e externas.
O departamento médico do clube, que parecia esvaziado no início do ano, viu seu cenário mudar drasticamente nas últimas semanas. O São Paulo sofreu com baixas importantes, e a pausa chega com problemas físicos em jogadores considerados fundamentais. Lucas Moura, que rompeu o tendão de Aquiles em 3 de maio, seguirá em recuperação e não terá férias, com previsão de retorno apenas no próximo ano. Luciano, com uma lesão na panturrilha cujo grau não foi divulgado, e Sabino, com lesão muscular em 23 de maio, também permanecem em tratamento, com expectativa de retorno após a pausa para Luciano.
Outro jogador em observação é Cauly, peça chave no meio-campo, que não atua desde 16 de maio e está em transição física. A confiança, tema recorrente nas coletivas de Dorival Júnior e dos próprios jogadores, tornou-se um ponto central. Apesar da classificação na Copa Sul-Americana, o São Paulo encerra este período com cinco jogos sem vitória no Campeonato Brasileiro, ocupando a oitava posição e fora da zona de classificação para a Libertadores, objetivo principal do clube.
Internamente, o discurso foca na necessidade de uma retomada imediata no Brasileirão para garantir pontos suficientes e a vaga continental, visto que a Copa Sul-Americana só será disputada em agosto. Paralelamente, o ano do São Paulo tem sido marcado por crises políticas, com movimentações visando as eleições presidenciais de fim de ano. Discussões sobre candidaturas e articulações de conselheiros devem intensificar-se nos bastidores, lembrando o processo de impeachment enfrentado pelo presidente Júlio Casares em janeiro, que resultou em sua renúncia e a posse de Harry Massis. Outros nomes como Rui Costa e Rafinha também continuam em pauta.
Em campo, o São Paulo também pretende usar a pausa para tomar decisões importantes no mercado e em casos específicos como o de Arboleda. O zagueiro equatoriano, liberado para viajar ao Equador sem autorização do clube, não será reintegrado. Embora a rescisão contratual não seja discutida por questões jurídicas, a tendência é buscar uma negociação ou um novo destino para o atleta. De forma geral, o São Paulo vê a pausa da Copa como um respiro necessário, com o objetivo de retornar às competições com uma mentalidade mais estável.
