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Manguezais brasileiros e o papel do carbono azul

Manguezais brasileiros e o papel do carbono azul

Manguezais brasileiros e o papel do carbono azul

O carbono azul emerge como uma estratégia central na agenda climática, destacando a importância dos ecossistemas marinhos como sumidouros de dióxido de carbono. Ambientes como manguezais, marismas e pradarias retiram o CO2 da atmosfera, atuando como aliados fundamentais na mitigação do aquecimento global.

O Brasil detém o maior sistema contínuo de manguezais do mundo, conferindo ao país uma posição estratégica. No entanto, Marina Corrêa, analista de conservação do WWF-Brasil, alerta que o oceano, que ocupa 5,7 milhões de quilômetros quadrados e abriga mais da metade da população nacional, ainda recebe menos atenção política e financeira do que biomas terrestres como a Amazônia e o Cerrado.

Projetos de carbono azul exigem o respeito aos direitos territoriais e a repartição justa de benefícios. Natali Piccolo, da CI-Brasil, ressalta que a pesca sustenta 100 milhões de empregos globalmente e, no Brasil, garante o sustento de 1,7 milhão de pescadores artesanais. A preservação desses ecossistemas é, portanto, uma medida de segurança alimentar, econômica e de proteção à biodiversidade.

Para assegurar resultados duradouros, organizações ambientais focam em quatro frentes principais: fortalecimento de áreas marinhas protegidas, restauração de recifes de coral, promoção de transição energética justa e maior incidência política para a governança dos oceanos.

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