Início do julgamento dos policiais acusados de matar Gritzbach
Sob forte esquema de segurança, teve início no Fórum Criminal de Guarulhos o julgamento de três policiais militares acusados do assassinato do empresário e delator Vinicius Gritzbach. O tenente Fernando Genauro da Silva, o cabo Denis Antônio Martins e o soldado Ruan Silva Rodrigues, atualmente presos, respondem pela execução ocorrida em 8 de novembro de 2024, no Terminal 2 do Aeroporto Internacional de Guarulhos, além da morte do motorista de aplicativo Celso Novais e ferimentos em outras duas pessoas.
O julgamento, conduzido pelo juiz Rodrigo Tellini de Aguirre Camargo, começou com a seleção dos sete jurados que comporão o júri popular, em um processo com previsão de cinco dias. A defesa dos réus nega a autoria do crime, alegando que os policiais não estavam no local e que foram vítimas de uma investigação manipulada pela Polícia Civil. Segundo os advogados Mauro Ribeiro e Renan Canto, a acusação seria uma construção para incriminar inocentes, comparando o caso ao cenário de corrupção policial observado em investigações anteriores.
O Ministério Público sustenta que o crime foi motivado por vingança e pela delação premiada de Gritzbach contra membros do Primeiro Comando da Capital (PCC). Enquanto os policiais enfrentam o júri, outros envolvidos no caso, como os apontados mandantes Emílio Carlos Gongorra Castilho e Diego dos Santos Amaral, permanecem foragidos e possuem processos desmembrados. Ao todo, 21 testemunhas devem ser ouvidas antes da decisão final dos jurados sobre a condenação ou absolvição dos réus.
