Crise migratória em Ceuta gera tensão diplomática europeia
O primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, ofereceu apoio formal às autoridades espanholas diante da crise migratória em Ceuta, onde cerca de 60 mil migrantes irregulares vindos de Marrocos chegaram nos últimos dias. Embora o Reino Unido não integre o Espaço Schengen, o líder britânico manifestou preocupação com a situação que impacta a fronteira da Espanha no norte da África.
A situação desencadeou reações severas na União Europeia. O chanceler alemão, Friedrich Merz, defendeu a contenção de migrantes, enquanto líderes da Finlândia e da Dinamarca apoiaram propostas para suspender a Espanha do Espaço Schengen. O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, classificou o episódio como uma violação da integridade territorial de seu país, atribuindo o fluxo a redes de tráfico humano que disseminaram rumores sobre a abertura das fronteiras.
O cenário em Ceuta é crítico, com jovens e adolescentes atravessando vedações ou contornando a costa por via marítima. As autoridades confirmaram a morte de 34 migrantes, incluindo 18 afogamentos registrados durante a travessia. Atualmente, milhares de pessoas permanecem reunidas em praias sob forte esquema policial, enquanto Espanha e Marrocos prometem intensificar a cooperação para conter as redes de tráfico humano responsáveis pelo incidente.

