Brasileiros divididos sobre futuro de Neymar na Seleção
A contagem regressiva para a próxima Copa do Mundo já começou, com 1.419 dias até o Mundial de 2030. Após a eliminação nas oitavas de final, o torcedor brasileiro se interroga sobre o futuro da Seleção, com especial atenção à permanência de Neymar. Uma pesquisa recente da IMO Insights revelou que 46% dos entrevistados consideram o ciclo de Neymar com a Amarelinha encerrado, enquanto 36% acreditam que o jogador de 34 anos ainda merece continuar.
A pesquisa, que ouviu homens e mulheres a partir de 18 anos, indicou que 18% não têm uma opinião definida sobre a continuidade do atacante. Apesar da divisão, a imagem de Neymar sofreu um desgaste: 67% dos pesquisados acreditam que sua saída abre espaço para uma renovação pensando em 2030. Apenas 14% pensam o contrário, e 18% permanecem indecisos quanto a este ponto.
Simona Karen Miranda, diretora de Operações da IMO, destacou o impacto na percepção pública. Comparado a um levantamento anterior à Copa, Neymar perdeu seis pontos percentuais como jogador preferido, aumentou três pontos como o menos gostado e caiu cinco pontos como representante do espírito da seleção. Sua participação no último Mundial foi limitada a 55 minutos devido a lesões.
O futuro profissional de Neymar é incerto, com seu pai e empresário, Neymar da Silva Santos, divulgando uma carta aberta pedindo que o filho não desista. O atacante, que tem contrato com o Santos até o fim do ano, despedir-se-ia da Seleção com 80 gols em 130 jogos oficiais, tornando-se o maior artilheiro, à frente de Pelé (77 gols). Entre seus títulos, estão a medalha de ouro olímpica em 2016 e a Copa das Confederações de 2013.
Paralelamente à discussão sobre Neymar, a pesquisa aponta para uma demanda popular por uma transformação na Confederação Brasileira de Futebol (CBF). A entidade passou por polêmicas trocas de presidência e quatro mudanças de treinador nos últimos quatro anos. Segundo o estudo, 86% dos entrevistados concordam que a CBF necessita de ‘mudanças profundas para que o Brasil volte a ser uma potência no futebol mundial’.
Adicionalmente, 72% dos pesquisados acreditam que problemas de gestão contribuíram para a queda da Seleção. Curiosamente, apenas 14% atribuem a eliminação nas oitavas à CBF, enquanto 30% responsabilizam o desempenho dos jogadores, 20% as decisões táticas e 19% as convocações. Apenas 6% consideraram que a Noruega foi superior.
Simona Karen Miranda explicou que a pesquisa revela uma conexão do brasileiro com o futebol construída na nostalgia de conquistas passadas, mantendo a crença na potência brasileira, mas uma tendência a culpar fatores circunstanciais em vez da entidade em si.
