Tifanny critica novas regras da CBV para atletas trans
A oposta Tifanny, do Osasco São Cristóvão Saúde, manifestou-se contra a nova política de elegibilidade da Confederação Brasileira de Voleibol (CBV), que restringe a participação de atletas transgênero. A jogadora de 41 anos, primeira trans a atuar na Superliga, classificou a decisão como um enorme retrocesso e afirmou que buscará medidas para garantir sua continuidade no esporte.
O pronunciamento ocorreu após o confronto entre Osasco e Pinheiros pelo Campeonato Paulista, no último sábado (15). Apesar dos 19 pontos de Tifanny, o Pinheiros venceu a partida por 3 sets a 2. A presença da atleta foi garantida pela Federação Paulista de Volleyball, que manteve o regulamento original para o estadual, enquanto a CBV se prepara para implementar critérios que incluem a ausência do gene SRY.
As novas normas da CBV visam alinhar o vôlei nacional às diretrizes do Comitê Olímpico Internacional e da FIVB. As exigências impactarão as próximas edições da Superliga, Supercopa, Copa Brasil e o Circuito Brasileiro de vôlei de praia de 2027, substituindo o critério anterior, que limitava apenas os níveis de testosterona sérica.

