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Rio de Janeiro registra 35.406 pessoas em situação de rua

Rio de Janeiro registra 35.406 pessoas em situação de rua

Rio de Janeiro registra 35.406 pessoas em situação de rua

No Dia Nacional de Luta da População em Situação de Rua, o estado do Rio de Janeiro apresenta um cenário preocupante, com 35.406 pessoas registradas nessa condição no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico). Este número posiciona o estado como o segundo com a maior população em situação de rua no país.

Diante de um cenário marcado pela pobreza extrema, rompimento de vínculos familiares e dificuldades de acesso à moradia e ao trabalho, o legislativo local tem aprovado leis voltadas para o acolhimento, garantia de direitos e criação de alternativas para a autonomia desse público.

Em maio de 2026, o CadÚnico contabilizava 388.855 pessoas em situação de rua no Brasil. São Paulo liderava o ranking nacional, com 159.290 registros, seguido pelo Rio de Janeiro. Minas Gerais aparecia em terceiro lugar, com 34.849.

A Lei 9.302/21 instituiu a Política Estadual para a População em Situação de Rua. A norma reconhece como população em situação de rua o grupo marcado pela extrema pobreza, pela fragilização ou pelo rompimento dos vínculos familiares e pela inexistência de moradia convencional regular. A legislação garante acesso amplo e simplificado às políticas públicas de saúde, educação, assistência social, moradia, segurança, cultura, esporte, lazer, trabalho e renda.

A legislação também prevê a implantação de uma rede de acolhimento temporário, ações de segurança alimentar, qualificação profissional, intermediação de empregos e programas habitacionais acompanhados por equipes multidisciplinares. A medida proíbe qualquer discriminação no atendimento em razão da condição econômica, étnico-racial ou de saúde, inclusive nos casos relacionados ao uso de álcool e outras drogas.

Entre os municípios fluminenses, a capital lidera o ranking da população em situação de rua inscrita no CadÚnico. Uma história de superação é a do escritor Leonardo Motta, que viveu nas ruas durante um ano e três meses após enfrentar duas décadas de dependência de álcool e outras drogas. Atualmente, está sóbrio há nove anos e possui três livros publicados.

Leonardo Motta relata que a dependência química foi o principal fator que o levou à situação de rua. Após aceitar ajuda e passar sete meses em uma instituição de tratamento, ele conseguiu sair das ruas. Ele é autor da Revista na Calçada, publicação de poesia dedicada a dar visibilidade às experiências da população em situação de rua e participará de um evento na Biblioteca Estadual para apresentar seu trabalho e promover um debate sobre a realidade das ruas.

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